por Ana Luiza Jimenez, do ClickCarreira.
A competição para ser trainee é acirrada – muito mais do que para ingressar numa boa universidade. Em 2010, por exemplo, o número de inscritos em cada programa variou de 3 mil a 49 mil, contabilizando em média 2 mil candidatos por vaga, segundo levantamento da Cia de Talentos. No mesmo ano, o curso de Medicina da Universidade de São Paulo, um dos mais concorridos do vestibular, essa proporção foi de 42 candidatos por vaga.
Diferentemente dos estagiários, que ainda estão estudando, os são recém-graduados que já entram na empresa com vínculo empregatício. De um a dois anos, eles passam por um programa intensivo e estruturado de treinamento e desenvolvimento, atuando em áreas estratégicas da companhia, para assumir uma posição de destaque ao final desse período.
Por tudo isso, um candidato a trainee deve ter formação acadêmica sólida – o que, geralmente, quer dizer ter feito a graduação em uma escola de primeira linha -, inglês fluente e, muitas vezes, até um terceiro idioma. O espanhol muitas vezes é valorizado devido à localização do Brasil. Também contam pontos a participação dos candidatos em alguma empresa júnior na universidade, intercâmbios culturais e bons estágios.
As exigências não param por aí: as empresas buscam jovens com raciocínio lógico afiado, que é a habilidade que torna alguém capaz de solucionar problemas a partir de um número reduzido de dados. “A habilidade de saber se comunicar e a capacidade de trabalhar em grupo também são requisitos básicos para o candidato a trainee”, diz Marilda Leite, consultora da Cia de Talentos.
E quem pensa que as dificuldades terminam quando o candidato é aprovado num programa desses está enganado. A ansiedade e a falta de maturidade são ainda os principais inimigos desses jovens talentos. “O trainee é muito consciente que está em uma vitrine, ele recebe muito e também se espera muito dele”, conclui Marilda.
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