por Fabíola Lago, editora do blog do Monster - www.empregoecarreira.com.
Só há muito poucos anos recrutadores, consultores e coaches
passaram a perceber e valorizar a importância dos “resultados” na hora
de analisar, desenvolver um CV, orientar um candidato. A maioria dos
currículos – e hoje ainda encontramos muitos assim – se restringia a uma
cronologia profissional, com cargos e datas de admissão e saída.
Formulários prontos. Era um jogo de dedução mais ou menos consensual:
“ora, se ele trabalhou cinco anos nessa empresa de prestígio, com
certeza é um excelente profissional”. Será mesmo?
Convictas de que seu capital intelectual é um ativo que traz diferença na competitividade, as empresas querem saber muito mais se onde o candidato trabalhou é de grande prestígio ou não. Querem saber o que ele é capaz de fazer, inclusive fora da empresa. Claro, empresas de grande porte, universidades com alto reconhecimento, pesam na hora de selecionar alguém. Mas se não estiver claro qual foi a contribuição do profissional onde ele esteve, esses dados podem tornar-se secundários.
Convictas de que seu capital intelectual é um ativo que traz diferença na competitividade, as empresas querem saber muito mais se onde o candidato trabalhou é de grande prestígio ou não. Querem saber o que ele é capaz de fazer, inclusive fora da empresa. Claro, empresas de grande porte, universidades com alto reconhecimento, pesam na hora de selecionar alguém. Mas se não estiver claro qual foi a contribuição do profissional onde ele esteve, esses dados podem tornar-se secundários.
As empresas de tecnologia em geral, pontocom ou
desenvolvedoras de sistemas, ávidas por captar talentos, estão de olho
nos resultados. Milhares de jovens da área de TI muitas vezes começam em
pequenas e médias empresas, e lá terem conseguido resultados
qualitativos. Saber descrever esse resultado na hora de buscar novas
oportunidades é crucial atualmente. E mais: descrever qual o foco da
empresa que você trabalhava. Muitas empresas pequenas desenvolvem
processos criativos e não tem um nome “famoso” ainda. Descreva, isso é
importante. Por exemplo: “empresa com foco em games para celulares”.
Desenvolveu um sistema? Criou uma nova metodologia de
trabalho? Reduziu custos? Participou da elaboração de um novo produto:
Trabalhou em equipe? Aumentou o budget de sua área depois do sucesso de
um determinado projeto? Essas são as informações que os recrutadores
estão de olho, e isso não se restringe à área de TI.
Publicamos a pouco tempo em nosso blog a importância
de experiências em organizações não governamentais, trabalhos de ação
social, ainda que não sejam remunerados. As empresas sabem que essa é
uma fonte de grande experiência e amadurecimento. Trabalhar em equipe,
aprender a escutar, atendimento ao público, busca de soluções com poucos
recursos, planejamento de campanhas são atividades que contribuem
fortemente para fortalecimento do profissional mais tarde no ambiente
corporativo.
Por isso, procure não fazer seu currículo rapidamente.
O item “principais realizações” será um cartão de visita e tanto. Onde
você apresentará seus resultados, onde você se sai bem, tem domínio e
segurança. Não subestime a sua experiência. Reflita e mostre do que você
é capaz e destque pelo menos cinco de suas grande realizações. Boa
sorte!
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